Revisão pela gestão: como fazer o management review sem ser pró-forma
A revisão pela gestão é exigida por todas as normas ISO e é, quase sempre, o documento mais formal do sistema: uma ata escrita à pressa na véspera da auditoria. Mas foi pensada como a reunião do ano sobre o sistema. Explico como devolver-lhe o sentido.
O que é realmente
Uma vez por ano (melhor: semestralmente), a gestão de topo olha para o sistema como para um ativo do negócio: o que rendeu, onde dói, onde investir. Não é um relatório de segurança «para o diretor» — são as decisões do diretor sobre a segurança.
Entradas (agenda)
- Estado das decisões da revisão anterior;
- mudanças de contexto: novos mercados, clientes, regulação (NIS2, DORA, AI Act);
- métricas e cumprimento dos objetivos;
- resultados de auditorias, incidentes, estado das ações corretivas;
- estado dos riscos e oportunidades, feedback dos clientes;
- suficiência dos recursos.
A saída são decisões, não «tomámos nota»
Uma boa ata tem concretização: «alocar orçamento para MDM até ao Q2», «contratar auditor freelancer para as auditorias internas», «rever o objetivo X». Cada decisão com responsável e prazo. É isso que procuro na ata durante a auditoria: se a gestão decide com base em dados.
Formato para uma empresa pequena
90 minutos, um dashboard de métricas preparado, 5–7 slides, uma ata viva de uma página. Pode juntar-se à revisão trimestral do negócio — desde que os pontos da norma fiquem cobertos e as decisões registadas.
Leia também
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- Ações corretivas e não conformidades
- Auditorias de acompanhamento
Autor — Kyrylo Proskurnya, Auditor Principal ISO e especialista internacional em sistemas de gestão. Realizo auditorias de certificação e auditorias internas ISO 27001, ISO 9001, ISO 27701 e ISO 42001 para empresas em Portugal, na Europa e nos EUA. Sobre mim · Pedir uma consulta